
sábado, 30 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Todo mundo precisa de um Coach
"Recebi tantos conselhos que não sei por onde começar. Um que vem a mente é ter um Coach. Em 2002, John Door, disse: 'você precisa de um Coach'. E eu disse: 'Bem, eu não preciso de um coach, sou um CEO (Chief executive officer ou Diretor Executivo) estabilizado, para que eu precisaria de um Coach, tem algo de errado?' Ele disse: 'Não, não, você precisa de um Coach, todo mundo precisa de um Coach.' Então o Bill Campbell se tornou o meu Coach e serviu muito bem ao Google. Todo atleta famoso tem um Coach, todo artista famoso tem um Coach, alguém para observar o que você está fazendo e dar a eles uma perspectiva. Uma coisa que as pessoas nunca são boas é olhar para elas como as outras a enxergam. Um Coach realmente ajuda." (parte da entrevista de Erich Schmidt, presidente da Google)
Bem, agora realmente atuando como Coach (não 100% do tempo ainda, mas a caminho disto), gostaria de explicar um pouco mais sobre o que é este processo, os benefícios que ele lhe traz e como isto pode mudar sua vida. Convido-lhe a passar 5 minutos comigo aqui lendo este texto e acreditar que realmente tudo está ao seu alcance.
Coaching é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre coach (profissional) e coachee (cliente) onde o coach apóia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e desenvolvimento de competências, como também do reconhecimento e superação de adversidades (Definição de José Roberto Marques).
Se fôssemos definir coaching em apenas uma palavra, esta seria: RESULTADO.
Um processo de coaching aumenta o resultado de seus clientes em diversas áreas da vida do cliente (tanto pessoal como profissional). Um processo de coaching bem conduzido e em real sintonia entre coach e coachee gera:
- Felicidade e prosperidade
- Qualidade de vida, saúde e diminuição do stress;
- Relacionamento e comunicação;
- Autoconhecimento e emoções;
- Planejamento e habilidades.
O processo de Coaching tem foco em apoiar as pessoas a avançar em relação às suas metas mais importantes, realizar seus objetivos e criar a versão do coachee de vida ideal e da carreira ideal. O foco é nas possibilidades futuras e como transformá-las em realidade. COACHING NÃO É TERAPIA.
E quanto ao coaching em números? Está em tendente crescimento e não há como parar. No Brasil, a cada dia passa a ser mais visto e procurado este profissional. Se ainda há dúvidas sobre o porquê você deve ter um coach, elas acabam por aqui.
--- Executivos indicam melhoria significativa com Coaching ---
Uma recente pesquisa (PUC CAMPINAS) realizada com 10 executivos que passaram pelo processo de Coaching aponta que 100% aperfeiçoaram a capacidade de ouvir, 80% melhoraram a flexibilidade, 80% aprenderam a aceitar melhor as mudanças e 70% evoluíram a capacidade de se relacionarem. (Fonte: Revista Você S/A)
E ainda um breve relato sobre o retorno quantitativo do Coaching com executivos relatam (fonte: Revista Fortune):
- Melhor relacionamento de trabalho com os subordinados: 77%
- Melhor relacionamento com o chefe: 71%
- Melhor relacionamento com pares: 63%
- Aumento do nível de satisfação com o trabalho: 61%
- Aumento de comprometimento com a empresa: 44%
Vamos a mais algumas informações interessantes?
- Mais de 40 mil executivo possuem Coaches nos Estados Unidos;
- 88% das empresas do Reino Unido utilizam ou já utilizaram os serviços de um Coach;
- Mais de 70% das empresas Australianas já se beneficiaram da metodologia de Coaching
- Nos EUA, segundo o jornal Executive Channel, mais de 40% dos executivos já passaram pelo processo de Coaching. O método é tão difundido, que muitas empresas oferecem o serviço de Coach como benefício do cargo.
- Um estudo publicado no Public Personnal Management Journal concluiu que os executivos que participaram de treinamentos gerenciais aumentaram em 22,4% sua produtividade. E aquele que tiveram Coaching, após esse mesmo treinamento, aumentaram sua produtividade em 88%.
Ainda tem duvidas de que um Coach pode resignificar sua vida, reescrever sua história e lhe trazer resultados maravilhosos? Convido-lhe a acreditar que isto é possível, pois antes de escrever tudo isto, uma experiência única, maravilhosa e especial, resignificou a minha vida.
"O passado, presente e futuro encontram-se aqui e agora! Sim, é possível viver 10 anos em 3 meses, reviver uma vida em tão pouco tempo. E o mais importante! É possível encontrar-se, intimamente, com o que há de melhor em você."
Referencia: www.ynovacao.com.br
terça-feira, 5 de julho de 2011
Você é Hands On ?
Por Max Gehringer
Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.
Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era de 800 reais. Ou seja, nenhuma fábula... Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno.. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.
Seu Borges: -- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: -- In a hurry!
Seu Borges: -- Ãh??!!
Fabiana: -- Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás , desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: -- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: -- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: -- Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: -- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: -- Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: -- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: -- Como assim???
Fabiana: -- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: -- Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: -- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Borges: -- Futuro? Que futuro?
Fabiana: -- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: -- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: -- Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: -- Hã?
Fabiana: -- Hands on....Mão na massa.
Seu Borges: -- Claro que sou!
Fabiana: -- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.
Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.
Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a
Fundação Alfred Nobel.
Pessoas super qualificadas não resolvem simples problemas!
Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van.
E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação.. ... só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.
Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz:
O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR
Contribuído por : Camila L. Romero Gonçalves