quarta-feira, 6 de junho de 2012
CONVICÇÃO
Quando um jogador erra um pênalti raramente aceitará bater um próximo durante o jogo.
A clara vantagem moral do goleiro apaga a tranquilidade do batedor. O torcedor também não ajuda, e passa a vaiar qualquer ameaça à sua alegria, proveniente de um ídolo ou não.
Sou fascinado pelo exemplo do atacante argentino Martín Palermo, o El Loco. O maior goleador da história do Boca Juniors protagonizou na seleção de seu país a proeza de desperdiçar três penalidades numa única partida. O feito memorável ocorreu contra a Colômbia, em julho de 1999, pela Copa América.
Não me espanto pelas três chances decisivas e letais de gol postas fora, que asseguraria o empate da Argentina, mas sua teimosia inabalável de permanecer tomando a bola para si na marca branca da pequena área.
- Deixa comigo, agora vai!
Sua insistência é heroica, mítica. Palermo é primo de terceiro grau de Electra, dublê de Sísifo, cover dos corvos de Prometeu. Ele não se preocupou em proteger sua trajetória vitoriosa, em conservar sua reputação imaculada, abriu a guarda à crítica, largou a zona confortável da normalidade, permitiu-se extrapolar a cota de vexames que cada um suporta por dia. Enfrentou o próprio azar, para que se tornasse maldição ou redenção.
Muitos dirão que ele perdeu a cabeça, não teve bom senso, vejo o contrário: ele assumiu que era uma noite ruim e foi até o fim, não culpou o vento, a chuteira, o gramado, o juiz, não usou atenuante, não transferiu o peso da falha a possíveis movimentos irregulares do goleiro, não procurou se isentar da responsabilidade de decidir, não se apequenou perante o primeiro tombo, confiou em seu talento e insistiu. Assim que admitiu bater a segunda cobrança, estava fadado a seguir com a terceira, a quarta, a quinta, a sexta, quantas surgissem. Não desistiria nunca. Ele levou para o lado pessoal, como deveríamos fazer sempre, ruim é quando levamos para o lado público e desistimos.
Ele chutaria de tudo o que é jeito, e talvez errasse consecutivamente, pela vida inteira.
Quem teria a mesma intrepidez? Quem bateria numa porta para ser negado sucessivas vezes? Nem o mendigo sobrevive à reincidência. No plano amoroso, só nos declaramos quando temos absoluta certeza da reciprocidade, e olhe lá! Poucos se arriscam sem absoluta confiança de uma resposta positiva. Dizer o "eu te amo" vem engasgado, confuso, rasteiro - o outro pede para repetir de propósito. Na ausência de certeza, recuamos, fingimos que nada aconteceu, escondemos os próprios sentimentos. Existe um medo de se confessar, justamente para não ser zombado, para não ser chamado de burro.
Covardia é fugir do fracasso, coragem é aceitar o fracasso. Palermo não foi palerma.
Fonte: http://carpinejar.blogspot.com.br/2011/09/conviccao.html
sexta-feira, 30 de março de 2012
Viver ou Juntar Dinheiro? Max Gehringer
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai: "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Texto indicado por Rafael A. Montoza
Lá vai: "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Texto indicado por Rafael A. Montoza
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